Mãos de poker: o ranking completo das combinações (e o que ganha a quê)
Do royal flush à carta alta: as 10 mãos do poker por ordem, as regras de desempate que geram discussões na mesa e as contas exatas de combos por trás de cada mão.
Lou · · 4 min

É a primeira coisa que se aprende no poker — e mesmo assim as discussões de “quem ganha aqui?” continuam a encher mesas: que combinações existem, por que ordem, e o que acontece quando dois jogadores fazem a mesma. Eis o ranking completo, os desempates que apanham toda a gente e, para descer um nível, a verdadeira matemática dos combos por trás de cada mão.
O ranking oficial, da mais forte à mais fraca
- Royal flush: 10-J-Q-K-A do mesmo naipe. Imbatível — verás uns poucos na vida inteira.
- Straight flush: cinco cartas consecutivas do mesmo naipe (5-6-7-8-9 de copas).
- Quadra (poker): quatro cartas iguais (quatro reis).
- Full house: uma trinca mais um par (três damas e dois setes).
- Flush: cinco cartas do mesmo naipe, não consecutivas.
- Sequência (straight): cinco cartas consecutivas de naipes misturados. O ás joga alto (10-J-Q-K-A) ou baixo (A-2-3-4-5), nunca “a dar a volta”.
- Trinca: três cartas iguais.
- Dois pares: dois pares distintos mais uma quinta carta.
- Par: duas cartas iguais.
- Carta alta: nada disto — decide a carta mais alta.
Qual é a melhor mão — e a pior?
A melhor mão possível do poker é o royal flush: nunca pode ser batido, no máximo igualado. A pior mão inicial do Texas Hold'em é o famigerado 7-2 offsuit: as duas cartas mais baixas que nem ligam para uma sequência nem partilham naipe para um flush. Tudo o resto é contexto — exatamente o que cobre o nosso guia dos ranges pré-flop.
O que ganha a quê: os casos que geram discussão
- Flush contra flush: decide a carta mais alta (o ás de espadas não “ganha” ao ás de copas — todos os naipes valem o mesmo).
- Full house contra full house: compara-se primeiro a trinca, depois o par. Noves cheios de ases perdem contra dez cheios de dois.
- Sequência contra sequência: ganha a carta mais alta da sequência; a “roda” A-2-3-4-5 é a sequência mais baixa, não a mais alta.
- Mesmo par em dois jogadores: decide o kicker (a melhor carta de acompanhamento) — e o segundo kicker se for preciso.
- Dois pares contra dois pares: primeiro o par mais alto, depois o segundo, depois o kicker.
Empates e potes divididos
Uma mão de poker é SEMPRE composta pelas tuas cinco melhores cartas — nem quatro, nem seis. Se as cinco melhores cartas de dois jogadores forem estritamente idênticas, o pote divide-se, ponto final. Caso de escola: a mesa mostra uma sequência mais alta do que qualquer melhoria dos jogadores — toda a gente “joga a mesa” e divide. O kicker só conta se fizer parte das cinco cartas escolhidas.
Quantas combinações existem na realidade?
Existem 1.326 combinações iniciais possíveis, agrupadas em 169 mãos distintas. E não chegam com a mesma frequência: um par concreto só tem 6 combos, uma mão suited 4, uma offsuit 12. Esse detalhe torna-se uma arma: quando contas as mãos possíveis de um adversário, contas combos — ele tem três vezes mais formas de ter ás-rei offsuit do que ás-rei suited. Essa contagem, a combinatória, é a base do raciocínio por ranges.
Do ranking aos ranges: o passo seguinte
Conhecer o ranking é o bilhete de entrada; saber QUE mãos jogar de QUE lugar é o verdadeiro jogo. É para isso que servem os ranges pré-flop — temos um guia completo sobre eles no blog, e o nosso artigo das posições explica porque é que a mesma mão se abre de um lugar e se folda de outro.
Fixa de uma vez por todas
O ranking aprende-se em dez minutos e esquece-se no primeiro momento de pressão. O que o fixa para sempre é jogar: no Trainer do PokGenius, cada mão jogada mostra-te o que fizeste e porque ganha ou perde — a hierarquia grava-se sozinha, jogando mãos reais em vez de recitar uma lista.
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